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Casa  a venda na Praia de Pernambuco no Guarujá, projetada por Paulo Mendes da Rocha em um único pavimento que se abre para os jardins.

Da liberdade poética aliada ao pensamento cartesiano surgiu o projeto desta casa de praia no Guarujá, litoral sul de São Paulo, assinada por Paulo Mendes da Rocha. Concebida na década de 80 para um casal e seus cinco filhos, ainda guarda intacto o tom contemporâneo do desenho.

Entre o imaginário sagaz do arquiteto renomado e a lógica estrutural que orienta a construção, sobressaem justamente os detalhes vindos de devaneios alegres, como as portas e portinholas tingidas de matizes fortes nos dois lados, descritas em verso e prosa pelo criador – “são típicas da roça”, graceja ele. Diante da fantasia solta, o arquiteto, vencedor em 2006 do Prêmio Pritzker (honraria máxima da arquitetura mundial), imaginou um “bunker” fechado por muxarabiês na ala íntima dos filhos, onde beliches sustentados por correntes de metal emprestam certo ar náutico à morada.

 

“A graça da casa vem da indizível interpretação da arte popular”


Filosofa Paulo. De fato, além do layout prosaico das portas, a grande cobertura de concreto pousa sobre os pilares externos sem tocar as paredes internas, numa concepção que se assemelha à de algumas construções populares.

Graças a esses vãos e às aberturas generosas, por onde corre ventilação constante em todas as direções, esta é uma casa que respira. Por tais espaços, a luz natural também se esgueira pelos ambientes e garante bem-estar.
 

 

Living com 16 metros e pé direito duplo, a sala é uma grande laje nervurada apoiada em seis pilares de secção triangular.


São usados vidros apenas na cozinha, pois o fechamento da sala é feito com grandes painéis de madeira pintados com cores distintas - vermelho para o lado interno e azul para o exterior e portas pivotantes se abrem para uma parede de elementos vazados que garantem a ventilação dos quartos.
 

 
Graças às portas de madeira que se abrem para a piscina, o salão se volta inteiro para o jardim.


Em balanço, a torre da caixa-dágua, sustentada por um dos poucos pilares da construção, sobressai na fachada. O volume fechado esconde a suíte do casal.

À frente do pavilhão principal, o espelho-dágua acolhe o excesso de água que escorre da cobertura por uma gárgula em dias de chuva. Total ou parcialmente abertas, as portas de duas folhas, pintadas por fora de azul e internamente de vermelho, produzem um efeito visual mutante na fachada.
 

 

Esse artifício cria interessante mosaico, que se forma com a abertura desses painéis de vedação.


Para o fechamento dos dormitórios, o arquiteto criou um elemento inspirado no muxarabi, que é um elemento arquitetônico criado no mundo árabe que consiste num fechamento em forma de treliça, normalmente de madeira.

Na fachada interna, a área dos três dormitórios dos filhos é protegida pelo paredão vazado feito com blocos de alvenaria, que garantem privacidade à área íntima sem inibir luz e ventilação naturais. As linhas retas da construção são suavizadas pelas palmeiras que pontuam o gramado ao redor da piscina.

Sobre as vigas apoiadas nos pilares externos, a laje de concreto aparente fica solta das paredes internas de alvenaria. Dentro do imenso salão social, o recurso construtivo é evidenciado pelos feixes de luz. Sem vedação permanente, a claridade natural e a brisa marítima fluem constantemente.

 

A escada lateral leva à cobertura.


Ali, encontram-se as tubulações, os encanamentos, as células fotovoltaicas e a caixa-dágua: "Pus no topo as máquinas que normalmente ficam no porão", fala o arquiteto.

O arquiteto distanciou a ala com os dormitórios dos filhos da suíte do casal por meio do salão e setorizou os demais usos: a cozinha nos fundos, próxima ao pátio da churrasqueira, colada à garagem; a lavanderia ao lado do volume maior, onde se situam os dormitórios de serviço. O layout funcional oferece praticidade nesta casa de grandes vãos e poucos pilares, erguida num terreno de 2 mil m².Área: 525 m²Ano do projeto: 1980Conclusão da obra: 1983Projeto: Paulo Mendes da RochaProjeto estrutural: Roberto Rossi; Zuccolo Engenharia CivilProjetos elétrico e hidráulico: Eurico Freitas MarquesConstrução: Construtora Jorge Ballan

Suas principais funções são permitir ventilação e iluminação, bloqueando o calor, e isolar os ambientes internos da visão dos transeuntes, de maneira que quem está dentro possa ter visão total do lado externo, porém de forma a preservar sua intimidade.

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